"Você pode conhecer vinte caras bonitos e que te entendem muito bem, dez caras legais que cuidam de você como se fosse um diamante precioso, uns outros tantos inteligentes, atraentes, bacanas e engraçados em ordem aleatória. Nenhum deles te encanta. Por que? Falta o tão chamado click, aquele jeito especial que ninguém explica. Pode ser o jeito de mexer no cabelo, a forma como ele te olha, que conversa contigo ou até mesmo um jeito secreto que nem o profeta mais sábio percebe, mas que está lá, você pode ver. Entre tantos milhares, talvez um ou outro se salve ao filtro do ‘jeito’, e daí você percebe: é esse que eu quero abraçar e não largar mais, com quem eu quero me enrolar embaixo de cobertores e com quem eu quero dividir todos meus segredos. Baseado no que? Num jeito inexplicável ao resto do mundo."
As aparências não enganam. Nunca. A gente é que se engana.
As aparências não enganam. Nunca. A gente é que se engana. Cada um é o que é, de um jeito que agrade ou não a todos, que agrade ou não a você, essa é a verdade. Cada um mostra aquilo que quer, se você não percebeu de cara uma realidade, você então não foi enganada, você é que se enganou ou não quis perceber. Esse deve ser o mantra, a sacada genial, o lance no final do segundo tempo. Deve até existir alguma lenda misteriosa que nunca foi contada por aí onde a princesinha não cai no conto da bruxa má porque percebe prontamente que trata-se de uma cilada brusca, uma treta daquelas. Ela foi esperta. A lenda não foi espalhada por motivos óbvios: algumas pessoas ainda precisam ganhar na aparência, na primeira impressão, no jeitinho malandro. A maioria das vezes em que entramos em uma situação que não nos agrada é por conta disso, da ansiedade em conhecer algo novo que aparentemente é bom, sedutor. Do jeito que você sempre quis. Na sua frente. Bingo! Cartas na mesa, comece o jogo. S...
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